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sexta-feira, 30 junho 2017 / Published in Imprensa

Alguém disse que o Brasil não é para amadores – e o Rio levou o aforismo ao extremo. Atualmente, ter cuidado com os locais por onde se anda, fazer os caminhos corretos e fugir das áreas de risco está na ordem do dia. Mas nem sempre isso é fácil. Com tiroteios, arrastões e problemas de segurança de todos os tipos, em todas as áreas, fica cada vez mais difícil para os cariocas encontrar formas de se proteger. E é exatamente nessa onda que chegou a rede “OTT-RJ – Onde tem tiroteio”.

Todo mundo quer se proteger e proteger sua família. Queremos evitar que as pessoas corram perigo, que entrem nos locais de conflito, nas áreas onde estão ocorrendo tiroteios. Até ladrão ou traficante não quer sua família atingida por bala perdida.

Henrique Caamaño
Um dos administradores da OTT

Seria até engraçado, se não fosse trágico. A OTT vem arregimentando cada vez mais seguidores, com uma quantidade de histórias sobre violência urbana de deixar qualquer um aterrorizado. O sistema funciona mais ou menos como o polêmico Twitter da Lei Seca, contando com informações vindas dos seguidores, mas com regras mais rígidas. Todos os alertas sobre tiroteios, publicados em diferentes redes sociais, são verificados. Para isso, entre os assíduos colaboradores, cerca de 90 são usados para a checagem dos dados, muitos deles vivem em favelas.

É o retrato de uma cidade em conflito constante. E não adianta contestar, dizer que são fatos isolados, em regiões perigosas. Basta um dia acompanhando as páginas da OTT para derrubar essa teoria. Difícil é passar algumas horas sem um post alertando para tiroteios em uma determinada região.

Terça-feira, dia 20, balanço do dia: 18 tiroteios, nenhum arrastão.

Quarta-feira, 21, dia tumultuado com o sequestro de um ônibus em um dos acessos à Ponte Rio. Niterói dominou o noticiário por horas.

É claro que estava tudo na OTT, até as imagens de segurança da Eco Ponte, mostrando o fluxo de carros, com a atualização em posts a cada nova informação. Enquanto isso, a manhã já tinha registrado dois outros tiroteios. No total, aquela quarta-feira teve um balanço de 33 tiroteios e nenhum arrastão, com o mês de março somando, até então, 337 tiroteios e 21 arrastões. Em menos de três meses, 2017 já registrava, via OTT, 1238 tiroteios e 101 arrastões em todo o estado. Isso é o mínimo, porque deve haver ocorrências que não chegam ao sistema colaborativo.

Policiais e traficantes trocam tiros na Vila Cruzeiro, na Penha. Foto de Marcos Tristão

Policiais e traficantes trocam tiros na Vila Cruzeiro, na Penha. Foto de Marcos Tristão

A ideia de criar a página surgiu no início do ano passado. O petroleiro Benito Quintanilha sempre usava seu perfil pessoal para postar alertas sobre tiroteios e casos de violência na cidade. Com mais e mais colaboradores, resolveu criar a OTT, em parceria com o físico Marcos Baptista e o analista de sistemas Dennis Coli.

A página foi ganhando seguidores fiéis e colaboradores assíduos, como o técnico em logística Henrique Caamaño, de 49 anos, que desde outubro de 2016 faz parte do time de administradores. “Gostei muito da ideia de ter um grande número de informações no mesmo lugar. Todo mundo quer se proteger e proteger sua família. Queremos evitar que as pessoas corram perigo, que entrem nos locais de conflito, nas áreas onde estão ocorrendo tiroteios. Não encontramos dificuldades para obter esses dados, isso é de interesse de todo mundo. Até ladrão ou traficante não quer sua família atingida por bala perdida. Nós não prejudicamos ninguém. Só queremos salvar vidas”, diz Caamaño, explicando por que eles contam com muitos colaboradores em comunidades e não enfrentam problemas com os órgãos públicos, nem sofrem represálias por parte dos marginais.

A página da OTT no Facebook tem mais de 57 mil curtidas. A rede também está no Instagram, no Telegram (com cerca de 5 mil pessoas), no Twitter (com mais de 70 mil seguidores), em canais de áudio e vídeo, além de ter um canal para rádio. No Whatsapp já são 8 grupos, já que a ferramenta só permite até 250 participantes em cada um. Para dar conta de tantas ferramentas, os quatro administradores se revezam, inclusive durante a madrugada.

“Tenho sérios problemas com a minha mulher e filhos porque não saio do telefone. Mas não podemos parar. Acontecem problemas durante todo o dia e temos que tentar ajudar as pessoas”, argumenta Caamaño, que é morador do bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio.

Hoje, a rede OTT já se expandiu para outros municípios. O objetivo é ambicioso: formar a maior rede voluntária de segurança do Brasil. E o trabalho já envolve outros serviços, como a divulgação de fotos de desaparecidos, a denúncia de problemas com serviços públicos, tudo agrupado em uma página do Facebook.

O objetivo do quarteto é conseguir trabalhar em parceria com ferramentas de geolocalização como o Google e o Waze.  Eles acreditam que, assim, poderiam ser evitadas tragédias como as mortes do italiano Roberto Bardella, de 52 anos, e da argentina Natália Lorena Cappetti, de 42 anos.  Eles foram baleados, em diferentes situações, ao entrar por engano no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Isso não teria acontecido se os aplicativos que  usavam para indicar a rota estivessem ligados a um sistema de alarme sobre áreas de risco ou situações de conflito.

Por isso, mesmo sem a parceria, um aplicativo está sendo desenvolvido pela OTT e será lançado nos próximos meses, justamente identificando as áreas de riscos e de incidências de tiroteios e problemas de segurança.

O grupo garante que a iniciativa não tem motivação política, baseando-se apenas na segurança das pessoas. Por isso, qualquer tentativa de aproximação de políticos ou de pessoas interessadas em autopromoção é rechaçada. Parcerias, só com os colaboradores e com ferramentas que possam otimizar e monetizar o serviço, já que hoje o trabalho é totalmente voluntário. Em uma cidade onde a segurança e o respeito à vida é a cada dia menor, a OTT parece que veio para ficar e crescer, ocupando o espaço que deveria ser do poder público.

 

Onde tem tiroteio?

sexta-feira, 30 junho 2017 / Published in Imprensa

ENTREVISTA – 25/01/2017 – 11:00

Segundo a página do Facebook “Onde tem tiroteio – RJ”, o Estado do Rio teve, nessa terça-feira (24/01), 10 tiroteios e dois arrastões. Em janeiro, já somam 324 os tiroteios e disparos, mais 15 arrastões. Além dessa contabilidade, a OTT avisa os locais onde estão acontecendo os conflitos, com, no máximo, cinco minutos de atraso, segundo o seu criador, o petroleiro Benito Quintanilha. “Tem dias que não damos conta de tanta informação, deixamos até o nosso lazer de lado para alimentar a página” diz Benito, que conta com a colaboração voluntária de três amigos (Henrique Caamaño, Dennis Coli e Marcos Vinicius) para postar os registros, lidos por mais de 15 mil seguidores.

1- Como surgiu a OTT-RJ?

“Criei para ajudar amigos, eu fazia esses avisos de tiroteios na minha página pessoal no Facebook, mas em janeiro de 2016 decidi divulgar para mais pessoas e fiz a página Onde Tem Tiroteio-RJ. É inadmissível a gente pagar altos impostos e morrer vítima de bala perdida, vivemos um clima de guerra civil no Estado do Rio. A página explodiu, fiquei com medo de ser mal compreendido, mas nosso intuito é ajudar, tirar as pessoas das rotas de conflito armado. Como sou petroleiro, nos períodos em que ficava embarcado não publicava nada, mas, então, chamei três amigos para colaborarem”.

2- Como obtém as informações? Tem como checar a veracidade?

“As informações vêm de pessoas que moram nas comunidades, grupos de bairro, alguns grupos de policiais, elas formam nossa teia de informação. Nosso foco são as áreas de maior conflito, como o Chapadão, o Juramento, o Complexo do Alemão, mas também noticiamos casos na Zona Sul, Zona Norte. Em menos de cinco minutos já consigo confirmar e jogo na internet. Temos 15 mil seguidores no Face, mas o nosso alcance vai a 260 mil pessoas”.

3- Alguma vez já se sentiram ameaçados por alguma postagem?

“Nós nunca fomos ameaçados, a notícia que damos protege tanto a família do policial quanto a do bandido. Nossa meta era sermos inseridos no Waze, que não consegue detectar as zonas de conflito armado na cidade. Aí, o resultado seria muito mais dinâmico do que temos hoje”.

4 – Você e os demais administradores contam com algum patrocínio, retorno financeiro?

“Por enquanto, é tudo no amor. Gastamos de seis a oito horas por dia na frente dos celulares, no computador. Fomos procurados por empresas privadas nas áreas de petróleo e gás, interessadas em fazer com que os motoristas dos executivos consultem a página. Já estamos atuando no Rio Grande do Sul, com um grupo de Whatsapp experimental e em São Paulo também. Nossa vontade é lançar um aplicativo, mas precisamos de investidores”.

5- Não teve um só dia sem tiroteio no Rio desde que a página foi para o ar?

“Todo final do dia temos um balancete: são, em média, 17 tiroteios no Estado. Fazemos, também, uma contabilidade mensal e anual. Já ficamos sem arrastão, mas nunca tivemos um dia sem tiroteio. Neste verão, estamos recebendo muitas solicitações para indicar arrastões nas praias, o que ainda não fazemos”.

6- Você vê relação entre essa violência urbana e o declínio das UPPs?

“As UPPs não deram certo, elas fracassaram no seu intuito; elas focaram só na retirada do fuzil das comunidades, não prestaram serviços para os moradores. Temos, nas favelas, armas que dão 500 tiros por minuto, nas mãos de bandidos e de traficantes menores que são influenciados pela convivência com o tráfico. O chefe do tráfico ainda é o exemplo para o jovem da comunidade. No dia em que as políticas públicas entrarem nas favelas, essa violência diminui”.

http://lulacerda.ig.com.br/seis-perguntas-para-benito-quintanilha-sobre-a-pagina-ott-rj/

sexta-feira, 30 junho 2017 / Published in Imprensa

O DIA conversou com os administradores de algumas das principais redes de divulgação de casos de violência ou perigo

GABRIEL SOBREIRA

Rio – Denúncias e até flagrantes de crimes motivaram a criação de páginas no Facebook, feitas por quem vivencia o cotidiano de diferentes bairros do Rio ou municípios da Região Metropolitana. Para entender como funciona esse novo modelo de cobrança de ocorrências às autoridades, O DIA conversou com os administradores de algumas das principais redes de divulgação de casos de violência ou perigo.

A página Rio de Nojeira, que registra flagrantes de roubos no Centro, tem mais de 600 mil seguidores. Com cerca de 450 mil curtidas, a Bangu Ao Vivo recrutou moradores para apurar as informações da região. Administrada pelo empresário Wagner Paim, que conta com a colaboração de outros moradores, a página começou a funcionar há dois anos para ajudar na localização de parentes ou animais desaparecidos.

Os moderadores solicitam boletim de ocorrência e ainda fazem questão explicar publicamente o desfecho do caso. “Se ele aparece dizendo que fugiu porque brigou com a mãe ou se ele fugiu com a namorada, nós falamos”, explica.

Com quase 17 mil curtidas, a OTT (Onde Tem Tiroteio) planeja lançar aplicativo. “A ideia era que fosse integrado ao Waze para indicar zonas de confronto”, conta o administrador Benito Quintanilha.

A página Rio Comprido Alerta hoje conta com a orientação de um jornalista. “Às vezes, a imprensa oficial não abria tanto espaço para cobrar. Não tínhamos representatividade”, lembra um dos criadores da página, que faz plantão de segunda a sexta-feira para publicar notícias sobre a região.

Com mais de 233 mil curtidas, a Jacarepaguá Notícias RJ foi criada após um assalto sofrido pelo administrador. “A nossa recompensa é ajudar a população que estava abandonada”, diz. A Ui Meriti, de São João de Meriti, foi criada com a proposta de ser uma página de humor. “No momento em que postamos uma reclamação envolvendo algum órgão público, as secretarias ligadas ao governo retornam rapidamente”, explica o empresário Marcelo Corrêa, administrador da página, criada há seis anos.

Administradora do grupo Relatos de violência em Laranjeiras, Flamengo e proximidades, Bebel Costa defende o diálogo entre a população e as autoridades. “O nosso objetivo é ter uma melhora no nosso convívio, nas nossas ruas”, argumenta.

‘É preciso checar’, alerta especialista

Coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Luís Carlos Bittencourt alerta que as notícias publicadas em páginas no Facebook devem ser lidas com cautela.

“Quando nos deparamos com informações e alertas de violência, devemos pensar duas vezes antes de replicar e checar as informações antes de tomar uma decisão, para não colocar sua vida ou de outras pessoas em risco. Nesse mundo de redes sociais, circulam milhares de informações”, orienta.

Ele também adverte para a diferença entre informações divulgadas pela imprensa. “Tecnicamente, o que as páginas de bairros fazem no Facebook não é jornalismo”.

http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-01-30/paginas-criadas-no-facebook-para-informar-ganham-espaco-e-seguidores.html

sexta-feira, 30 junho 2017 / Published in Imprensa

 Quatro amigos informam aos cariocas pelo Facebook, Whatsapp e Telegram sobre incidentes de violência na cidade

A convocação não poderia ser mais explícita — e dramática: “Estamos formando a maior rede voluntária de segurança do Brasil, compartilhem nossa página e nos ajudem a tirar pessoas das rotas de balas perdidas e arrastões”. Esse é o enunciado que apresenta a página Onde Tem Tiroteio-RJ (OTT-RJ), no Facebook, consequência direta do caos que se instalou em vários pontos da cidade. Com 22 000 membros e em franco crescimento, a comunidade virtual surgiu da iniciativa de quatro amigos que procuravam se proteger da violência no Rio. A ideia segue vagamente o conceito da conta no Twitter @LeiSecaRJ, uma rede colaborativa que divulga a localização das blitze policiais que buscam motoristas embriagados. No entanto, diferentemente do serviço quase anárquico que ajuda motoristas infratores a escapar das multas, a OTT visa basicamente a mapear em tempo real as áreas de conflito e tiroteios.

Oferecer informações precisas sobre as praças de guerra estabelecidas nos bairros do Rio é uma tarefa que exige rigor e seriedade. Os criadores da página — o petroleiro Benito Quintanilha, o professor de física Marcos Baptista, o especialista em informática Dennis Coli e o técnico em logística Henrique Caamaño — adotaram uma série de procedimentos para que não haja riscos e erros. O cuidado começa na seleção dos membros do grupo. “A cada pedido de adesão feito no Facebook, analisamos o perfil do interessado e dizemos quais são as regras da página. Caso ele concorde com elas, formalizamos o convite”, explica Caamaño, que chega a dedicar doze horas por dia à OTT. O objetivo é evitar que criminosos tirem partido da rede.

Antes que a notícia de um confronto seja publicada, tudo é cuidadosamente checado. Para isso, o time aciona contatos nas polícias Militar, Civil e Federal, além de cruzar dados fornecidos pelos próprios usuários. Ao mesmo tempo, a rede desdobra-se em outros aplicativos, como WhatsApp e Telegram. “Deixar de confirmar informações ou permitir publicações indevidas poderia causar pânico desnecessário”, esclarece Caamaño. Com média diária de 500 novas curtidas no perfil, o grupo prepara a versão do serviço como um aplicativo de celular. Os primeiros testes serão feitos em março, mas o grande desejo é unir forças com outra importante ferramenta, o Waze, popular entre motoristas por indicar os caminhos mais rápidos. Por enquanto, os criadores da OTT trabalham em caráter voluntário. “Entendemos que prestamos um serviço à população”, diz o técnico em logística.

Violência OTT

(Reprodução Facebook)

Os índices registrados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) comprovam que o Rio vive um momento crítico. No ano passado, o número de roubos a pedestres, com 93 955 casos, foi recorde desde que começou a ser medido, em 1991. Os roubos de veículo aumentaram 34,4% entre 2015 e 2016. Sem uma resposta imediata do estado, em penúria financeira, grupos de cidadãos têm se articulado para trocar informações sobre o assunto na internet. A página Rio de Nojeira tornou-se popular ao exibir vídeos de bandidos em ação no Centro. Também fazem sucesso iniciativas voltadas especificamente para bairros, como Copacabana Alerta, em que moradores chegaram a combinar, em setembro de 2015, um ataque a assaltantes — uma evidente infração da lei. Para o coordenador de segurança da ONG Viva Rio, Ubiratan Angelo, ex-coronel da Polícia Militar, a participação da sociedade é fundamental, porém é preciso haver um trabalho conjunto com as forças policiais. “Criar redes de informações é importante, mas as pessoas também devem buscar os órgãos de segurança, para ações efetivas contra o crime”, opina. Sem sinal de luz no fim do túnel, é bom que os cariocas se mantenham atentos — e conectados.

 

Grupo cria alerta nas redes sociais para avisar onde tem tiroteio

quinta-feira, 29 junho 2017 / Published in Imprensa

Dados foram levantados pelo perfil colaborativo ‘Onde Tem Tiroteio’. Último levantamento do ISP indicou crescimento de mortes por intervenções policiais.

Em menos de três meses já foram registrados cerca de 1.023 tiroteios e 89 arrastões no estado do Rio de Janeiro, de acordo com um levantamento feito pela pagina Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ), uma organização independente e colaborativa que recebe e divulga informações sobre locais onde há registros de trocas de tiros no Twitter, Facebook, Whatsapp, e um aplicativo próprio.

O número é referente apenas a 69 dias de 2017, no período que vai do dia 1º de janeiro a 9 de março. Segundo o site, a média de notificações foi 14 tiroteios e um arrastão por dia no estado. Ainda de acordo com o perfil OTT-RJ, somente nos nove primeiros dias do mês de março, foram identificados 122 tiroteios e nove arrastões.

Apesar do número alto registrado pelo grupo, segundo os responsáveis pelo OTT, ainda mais confrontos podem ter ocorrido no estado, nesse mesmo período de 2017, sem que o perfil fosse notificado.

“Essa estatística é baseada em nossos lançamentos, fora os que acontecem e não chegam ao nosso conhecimento”, explica Henrique Caamaño, um dos administradores do grupo.

Ainda de acordo com Henrique, quando chega alguma informação sobre tiroteio – em algum dos mais de 50 grupos de whatsapp que os responsáveis pela página estão inseridos, por exemplo – os quatro administradores do OTT procuram confirmar o fato com moradores das próprias comunidades. “Não temos lucratividade com o serviço e queremos ser a maior rede de informação de segurança pública, então preferimos perder um tempo confirmando uma informação do que postar uma notícia falsa, instaurar um caos e medo entre os moradores e perdermos a confiança”, afirma.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Rio sobre o levantamento do Onde Tem Tiroteio, mas não obteve resposta até o horário da publicação desta reportagem.

Aplicativo OTT

O levantamento do OTT é divulgado no momento em que dadosdo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o número de pessoas mortas por intervenções policiais em 2016 se assemelha ao registrado no estado do Rio antes da implantação das UPPs.

No ano de 2007, um antes da implantação da primeira unidade, foram registradas 1.330 mortes decorrentes de intervenções policiais no estado. Em 2016, foram registradas 920 mortes na mesma situação.

* estagiária, sob a supervisão de João Ricardo Gonçalves

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/rio-de-janeiro-registrou-mais-de-mil-tiroteios-em-menos-de-tres-meses-diz-levantamento.ghtml

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